top of page

Caso Isadora: homem acusado de matar modelo gaúcha tem pena aumentada para 16 anos de prisão

  • 26 de fev.
  • 2 min de leitura

Paulo Odilon Xisto Filho, condenado a 12 anos de prisão por matar a namorada e modelo gaúcha Isadora Viana Costa, de 22 anos, teve a pena aumentada. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) decidiu que a condenação agora será de 16 anos de prisão, também em regime fechado.

O homicídio ocorreu em 8 de maio de 2018 em Imbituba, no Sul de Santa Catarina. A defesa do réu disse que vai recorrer.O julgamento do caso ocorreu em setembro de 2025, quando Paulo foi condenado por homicídio qualificado por feminicídio. Ele também perdeu o cargo público de tabelião.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que fez a denúncia contra ele, entrou com recurso pedindo o aumento da pena. O TJSC levou em consideração a culpabilidade e conduta social do réu.

A culpabilidade é a maior ou a menor reprovabilidade social da conduta praticada pelo agente. O MPSC argumentou que o réu:


  • forneceu drogas à vítima em ocasiões anteriores

  • deixou de acompanhar a vítima ao hospital, permitindo que ela fosse atendida sem identificação

  • era cerca de 10 anos mais velho do que a vítima

  • possuía formação em jiu-jitsu, o que potencializou o golpe abdominal que causou a morte da vítima

  • aproveitou que a vítima era jovem e recém-chegada de outro estado

  • possuía vantagem física em relação à vítima

  • exercia função pública e possuía formação jurídica


Em relação à conduta social do acusado, o MP argumentou que o réu apresentava comportamento agressivo e uso habitual de álcool e cocaína. Além disso, tem temperamento explosivo, causando preocupação aos familiares, que tinham medo das reações dele quando contrariado.

Por fim, a própria vítima relatou a uma amiga estar assustada com o comportamento do réu durante o tempo que passou hospedada com ele.

O TJSC levou esses elementos em consideração e decidiu pelo aumento da pena.

Trauma abdominal e rompimento de veia


De acordo com a denúncia do MPSC, o crime aconteceu na manhã de 8 de maio de 2018. Após o casal ter uma noite de consumo de álcool e drogas, Isadora ligou, por volta das 6 h, para a irmã do réu pedindo ajuda, informando que o namorado passava mal em razão do uso de entorpecentes.

O pedido de socorro teria irritado o acusado, que não queria que a família ficasse sabendo do consumo de drogas.

Cerca de 30 minutos depois, já sozinho com a vítima, o homem a imobilizou e passou a agredi-la, provocando um trauma abdominal que causou a ruptura da veia cava. A perícia afastou a hipótese levantada pela defesa de que Isadora teria morrido em decorrência de overdose.


 
 
 

Comentários


etiquetas site.png

Receba nossas atualizações

Obrigado pelo envio!

  • Instagram
  • Facebook
  • X
  • Whatsapp

Fale Conosco 

(48) 933807590
noticiasdamaquina@gmail.com
Imbituba/SC

© Máquina de Notícias – Imbituba SC – 2025 . Todos os direitos reservados.

bottom of page